Uma Década de Genialidade: Boi Caprichoso Celebra 10 Anos de Ericky Nakanome no Comando do Conselho de Arte
Com seis títulos conquistados em oito festivais disputados, o artista e docente deixa uma marca indelével na estética e na história do Boi Negro da Amazônia.
O Boi-Bumbá Caprichoso prestou uma emocionante homenagem a um dos pilares mais emblemáticos de sua era moderna de vitórias. Ericky Nakanome completa dez anos à frente da presidência do Conselho de Arte do bumbá azulado uma trajetória marcada por inovação estética, valorização das raízes amazônicas e uma impressionante hegemonia na arena do Bumbódromo.
A celebração ressalta a caminhada de quem não apenas passou pela história da agremiação, mas ajudou a redefinir a própria linguagem visual do Festival Folclórico de Parintins.
Da infância em Parintins à formação de talentos na Amazônia
A paixão de Ericky pelo universo alegórico começou ainda na infância, quando a fascinação pelas estruturas gigantescas despertou seu olhar artístico. Em busca de aprimoramento, mudou-se para Manaus, onde obteve formação acadêmica e especializações na área das Artes.
Ao retornar à Ilha Tupinambarana, Nakanome aliou o saber acadêmico à sensibilidade cabocla, atuando como professor e mentor de uma nova geração de artistas plásticos e cenógrafos do Touro Negro.
A Era Nakanome: Seis títulos em oito festivais
Ao assumir o comando do Conselho de Arte em 2016, o artista imprimiu uma filosofia de trabalho focada no dinamismo, na pesquisa profunda sobre os povos originários e no acabamento impecável das apresentações.
Os frutos dessa visão refletem-se diretamente no placar de apurações e no legado cultural do bumbá:
- Hegemonia de vitórias: Sob sua coordenação técnica e artística, o Boi Caprichoso conquistou 6 títulos em 8 festivais disputados.
- Renovação com tradição: Trouxe modernidade cênica e tecnologia para a arena sem perder o respeito à ancestralidade e às toadas antológicas.
- Formação de escola: Consolida o galpão do Caprichoso como um espaço contínuo de aprendizado, onde a criatividade não encontra limites.
Mais do que estatísticas expressivas, o legado de uma década de Ericky Nakanome permanece vivo nos profissionais que formou e na coragem de transformar a cultura da Amazônia em espetáculo para o mundo.
Por Roger Pimentel - Rádio Carapanã

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